1 de jan. de 2012

Pequenas palavras são como violência. Matam lentamente, rompendo a pessoa por dentro. Prefiro o silêncio às palavras, pois basta um simples olhar e tudo estará dito. Um grito de desespero que grito, em silencio na esperança que se oiça. De boca selada, faço os meus máximos para não falar, pois se falo magoo-o, senão falo trago felicidade falsa. Por um lado prefiro a verdade á mentira, mas não sou capaz. Não quero magoar quem me defendeu, quem me protegeu e por um lado quem já me mentiu. O meu coração á volta tem arame farpado que cada vez que não falo vai apertando cada vez mais e derramando mais sangue, matando-me aos poucos. Praticamente vos digo bem-vindos ao Inferno! Onde a falsidade, a mentira e a desonestidade, existe demais e é ela que REINA. Serei eu capaz de viver aqui? Ou mato-me antes do tempo? Não sei, quero dizer a verdade ao mundo, mas a coragem? Fugiu. Quero dizer ao mundo que um dia fui livre e que nunca vivi no Inferno. Não vejo anjos aqui, apenas pequenos demónios vermelhos. Consigo fugir daquele inferno e agora fujo para o fim do mundo onde um novo inicio estará depois de o amanhecer. Mas com a verdade ainda por dizer. Mas porque? Porque é que não consigo dizer a verdade? Não sei, apenas rezo para que esta vida seja uma fantasia e quando morrer tudo será destruído.